Reformas para um fim.

Todo começo de vida é assim, acontecem muitas coisas ao mesmo tempo e nada parece ter um fim.
Sinto que tudo está acabando, ou melhor, sinto que as reformas do prédio estão acabando junto com a gestação da Xeh.
O Lucca nasce dia 28, o apartamento estará longe de estar pronto. Okay, okay, nem tão longe assim. Até lá é para o apê estar a espera somente da Cozinha.
“Delicia” eu diria, como esses dias alguém falou começar uma vida com lugar para morar e carro para se locomover já é um ótimo começo. Maravilha.

Para aqueles que ainda não sabem, as paredes foram retiradas, a parte elétrica está pronta e agora falta o piso e a porta de correr da cozinha. Depois é já começar a mudança pouco a pouco.
Dias 6 e 7 de agosto a gente se muda, se tudo der certo, é claro.

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Típica cena de inverno

Dois casais sobre a cama discutem, não a relação, discutem, falam (e como falam) sobre um quarto.
Não qualquer um em um mero projeto colorido.
É o quarto de Lucca, filho do casal falante. Cor aqui, projeta ali, baú cheio de nada lá.
Passam horas e tempo. Berço vira quadrado, armário vira retângulo ou tudo se inverte.
Nada adianta as revistas e livros jogados pela cama, a cachorra por ali passeava e pedia atenção e nada inspirava.
Um estalo feito desenho pousou sobre a cabeça dos dois.
Navios, azuis, vermelhos, listras e velas.
Eis a inspiração que muda tudo e cria vontade de projetar o armário que vira closet, o berço que vira desejo.
O tapete harmoniza e a frase encabeça aquilo que um dia foi apenas vontade.


O rápido de cada dia.

Post atrasadinho, mas ainda relevante.

Enfim, vamos quebrar as paredes. Depois de mais de um mês a micro-série chegou ao fim e o refúgio ganhou um carinho muito maior. Nada de paredes em um dos quartos – virando sala – e nada de parede na cozinha – virando ambientes integrados -. As obras começarão nesse sábado e provavelmente até a prima arquiteta Gabriela Motter chegar o apê está sem paredes e portas, pronto para a nova etapa: pisos, pastilhas e móveis.
Sábado passado fomos passear por Curitiba indo atrás de cozinhas, paramos em vários e gostamos de três, essas que fizemos orçamento e até amanhã provavelmente chegue os esboços. Que emoção, é a nossa cozinha que está por vir.
Depois iremos atrás dos banheiros, um está praticamente pronto, ou seja, vou levar o meu (calma gente, falo de cuba, torneira, espelho, moveis e adereços decorativos), já o outro nem rabiscamos como será. Tenso.

Reforma é sempre reforma, espero não judiar muito dos pedreiros assim como não deverão judiar de mim. Podera, ninguém merece atrasos nas obras.

Esse aí em cima é um print, já (bem)desatualizado de como ficará a cozinha, até poderia por como será, mas aí quando você vier conhecer minha cozinha, já saberá como vai ficar. Perde a graça.
Mudanças sutis fazem toda diferença. Só posso adiantar que teremos 6 lugares invés de 4.


Não vai ter outra distração

Quando decidi escrever toda segunda-feira aqui no Refúgio foi de propósito, até porque como somos estudantes acaba sobrando só o domingo para projetar nosso lindo refúgio familiar.
Nada denovo essa semana, exceto que hoje tenho um encontro com o engenheiro e o responsável pela parte elétrica do Residencial Rockefeller, quem sabe eu não consigo realizar meu sonho de ter um local com menos paredes possíveis.
Seria uma boa, não?

Depois do domingo de tédio que foi o da semana passada (até virou post por aqui) nesse decidi fazer algo diferente, avisei logo cedo a Xeh, almoçamos antes das 13 e partimos para a Av. Getúlio Vargas que para quem não sabe é o local das cozinhas, em uma passada rápida – domingão, dia do trabalhador, tudo fecha – a gente anotou mais de 20 diferentes lojas. Credo, quanta gente faz cozinha nessa cidade. Até aí nada novo, exceto por ambos gostarem das cozinhas da Kitchens, mas podera, são as mais caras visualmente falando e a gente nem fez orçamentgo. #tenso

Chegamos em casa e logo corremos para o SkecthUp (Quem não sabe usar, aprenda logo. Não tem como se arrepender de usar um programa da Google que faz maravilhas) para projetar a cozinha como queríamos para então mandar a planta para as lojas e fazer um orçamento. Tirando a parte financeira da questão, decidimos otimizar o espaço ao máximo. Nós dois odiamos armários demais, gavetas demais e amamos espaços abertos, quanto maior melhor. Num apartamento pequeno fazer isso é quase milagre e acredito que conseguiremos.

Então depois de ver que o que queremos e saber que isso será mais que possível depois da reunião de hoje a tarde (#todostorce) vimos um eletrodoméstico que é a nossa cara, mais otimizado impossível.

Forno com Micro-ondas

Quem quiser saber mais sobre é só entrar no site da Brastemp

Forno micro-ondas com forno elétrico em um só equipamento. Desconsiderando o preço e a não praticidade caso queira usar o micro-ondas ao mesmo tempo do forno elétrico ele é mais que perfeito para cozinhas pequenas. Amamos e fomos ao shopping, mas estava fechado e teremos de esperar até o próximo final-de-semana para correr atrás disso. Ah! O Lucca nasce daqui um mês e, infelizmente, o refúgio não estará pronto.


Última páscoa do tédio.

Ela sempre foi um dos meus feriados favoritos. Sim. Tinha muitos chocolates, mimos e abraços.
Minha mãe também era viva, linda e alegre. Ligava para todos e alguns almoços combinava.
Os primos vinham todos, as mães enlouqueciam e a gente, claro, se divertia muito mais.
Dessa vez diferente foi e muito. Família cada um para um lado, o casal unido e só.
Próximos anos serão diferentes, bebês virão e a rotina será diferente. Rotina?
Parafraseam por aí muitos clichês. Será eu um deles daqui para frente?
Indagações fazem parte de todo livro aberto.
Eu, Xé e Lucca. Uma família.


Residencial Rockefeller

Agora não tem mais volta nem jeito de dizer que não quer mais ou qualquer coisa semelhante.

O refúgio foi comprado, ainda – infelizmente – não está pronto, mas há quem diga que logo logo eles liberarão e aí as reformas começarão. Optamos pelo Residencial Rockefeller (Na Engenheiros Rebouças, ali no Rebouças, logo atrás do Shopping Estação), mas mesmo já fazendo uns meses que adquirimos o apê só agora dei uma corridinha aqui para dizer como está sendo todo esse processo. É muita coisa para fazer em tão pouco tempo.

Imagine você estando no último ano da graduação, mobiliando um apê e seu filho estar prestes a nascer? Não precisa de esforços para dizer que é loucura pura. No fim das contas é pura diversão. E responsabilidade, claro.
Antes de falar do querido refúgio encontrado, o Lucca está no seu sétimo mês (exatamente 29 semanas) na barriga da Xeh e tem feito cada vez mais vísivel sua vontade de conhecer seus pais, não que ele esteja provocando enjôos e outras coisitchas na mamãe, porém ele tem crescido fortemente nos últimos dias. Segundo a Xeh ele está fofo, eu já digo que o Lucca está com 36cm e pouco mais de 1kilo. Lindo, não?

O Rockefeller é um apartamento médio (uns 84m) e bem localizado mesmo não sendo numa área tão nobre, fica ao lado de várias baladas cujas eu não frequento e espero não me dar tanta dor de cabeça. O Lucca que vai gostar daqui uns anos.
Melhor de tudo são os dois terraços que vieram junto com o apê (juntos nada, a gente bem que pagou por eles). Sabe como é? Dois amantes de casas e moradoras de ambientes com verde ir para um apê já é um baque, então um lugarzinho para tomar um ar, bem que vai bem, não? Segundo o corretor, um é brinde – só por ser mais escondidinho e servir de sustentação para o prédio, mas é nosso e será um espaço zen e o lugar mais íntimo da casa.

Esboços, ideias e algumas discussões.

Ainda estamos em discussão de como será nosso refúgio, já temos um sofá (de couro, belíssimo e confortável) e a planta em 3D que eu mesmo fiz no SketchUP. O resto a gente está folgando e esperando ter a chave em mãos para fazer o que bem entender por lá. Ah! A planta em 3D já está no O Refúgio e sugestões são sempre bem-vindas.


Uma decisão dupla.

Para decisões serem tomadas é preciso pensar muito e sempre são altamente difíceis de serem concebidas, mesmo sendo meu trabalho definir muitas ações para marcas e empresas, quando o assunto é particular o planejamento é muito maior.

É a sua vida que está em jogo, seja profissional ou particular ela dirá muito sobre quem você é e como encara a realidade. Depois de uma semana de férias decidi compartilhar uma decisão importantíssima na minha vida, provavelmente a mais séria nos meus vinte anos. Sai do mercado publicitário das agências depois de apenas dois anos inserido e 6 de estudo (concluo a graduação de publicidade no fim deste ano), eu sei que não é muito tempo e há muita gente me condenando por isto. Gosto muito de planejamento estratégico e continuarei farendo isto no meu emprego atual, porém em Curitiba (e sinto que no Brasil inteiro) o modo como as agências (principalmente os profissionais) encaram o planejador é muito diferente de como encaro e, antes que eu fosse conhecido como o “iludido” ou até mesmo como “sonhador” preferi sair. Muita coisa pesou, meu filho a chegar, o baixíssimo salário para os planejadores, os abusos de horas extras que nunca serão acertadas e muita pressão para pouca coisa.

Passei por agências de todos os tamanhos (ao total foram 6, todas com filosofias bem distintas) e foi sempre igual, planejadores fazendo trabalho do mídia, da criação, da produção e muito do atendimento. Algumas até entendo que a desorganização fosse grande e por todo planner ter mania de organizar as coisas querendo sempre tornar tudo mais organizado, acaba por ajeitar a m… que alguém deixou, mas isto fica praticamente impossível quando o ego dos outros departamentos atrapalha ou até mesmo quando a superiorização de cargos afeta e acredita que pode maltratar quem é estagiário, assistente ou até mesmo gerente. É um desrespeito por completo. Hoje eu entendo os milhares de estudantes de publicidade que amam o curso, mas odeiam agências. Ser publicitário é  como ser artista, mas ao invés de criar artes e ir para a rua vender, nos sujeitamos às agências. Abaixamos a cabeça e concordamos com tudo que é fora da lei ( e até das nossas condições como profissionais) para trabalhar em agência de comunicação. A competitividade é tão grande e a paixão maior ainda que tudo fica bem. O pior é saber que ainda tem gente que acredita ser cool, descolado ou qualquer adjetivo hype para dizer que ficou até mais tarde na agência.

Boa sorte aos bravos guerreiros que continuam a base do café e da pizza (paga por eles próprios) em busca de alguma satisfação profissional.